segunda-feira, 7 de maio de 2012

II ato


A luz da ribalta já não ilumina o meu roto, sobre o palco apenas alguns tecidos empoeirados cobrindo o que sobrou de um espetáculo. A minha frente vejo passar uma linda estória, onde o ator assume o lugar do publico e se encanta com sua própria farsa.
 De olhos fechados escuto o som do vento ecoando no silencio, Um pequeno raio de luz atravessa a cortina, trazendo cor aos meus olhos. Primeiro toque, como vou esquecer o dia em que me encantei por ti? Ensina-me a não temer o novo, ainda tenho os mesmos calafrios, de um eterno principiante. Segundo toque, escuto os rumores das pessoas, não temo mais os seus julgamentos, mas anseio seus olhares. Terceiro e ultimo toque, ao abrir da cortina percebo que não existe melhor sensação, do que ser visto por quem verdadeiramente espera por ti.
Mas me resta uma pergunta, onde está a arte do saber amar? Talvez no palco sobre um olhar artístico... ou na platéia esperando pelos seus atos. 

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