domingo, 27 de outubro de 2013

Tolo

Lamento, quando palavras transformam pessoas.... que um simples gesto crie tal desconforto quando envoltos por sentimentos mal resolvidos. A palavra proferida de forma errada promove mágoa, dor e muitas vezes fúria aos que a recebem, formando entendimentos equivocados.
 A capacidade de mudar algo não basta ser singular! Querer nem sempre é poder, quando a ti não for permitido. A vida forja seu caráter, cria suas convicções, e traz o entendimento de que; nem tudo é ou será como desejas. Repeito e ombridade são ouro nobre, gestos que doamos quando há reconhecimento de valores. E que por sua vez... não se pode cambiar. O saber, ouvir e calar não são ouro de tolos, e  nem mesmo o tempo pode moldar se não estas pronto para aceitar...

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Por-conceitos


Tenho medo de acordar e perceber que tudo não passou de um sonho. Que o tempo levou meus amores, minhas alegrias e deixou em mim o peso da dor sobre um corpo cansado em forma de companhia, querendo ouvir e sentir algo que possa  aliviar e virar acalanto d'alma. Tenho medo de confrontar-me e perceber que realmente eu me perdi, e que talvez não encontre mais o caminho de volta. Porém  não me falta coragem para dizer quem verdadeiramente eu sou e viver o que a vida me propõe. De escolher minha própria felicidade e de ter o meu conceito e não pré-conceitos que foram formados por outros. De entender que nem tudo é perfeito, mas que eu sou diversidade em busca de igualdade. Sou humano e o meu caráter não pode ser forjado por um artigo, seja ele indefinido, deferido e ou legislado por homens.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Regras



Apaixonei-me perdidamente, aprendi amar, descobri o brilho da vida... Em uma vida! Fiz coisas ilógicas, parecerem tão óbvias que não me importei com escolhas certas e erradas. Perguntei a mim, era pra ser você? Mas descobri que tudo tem seu tempo e sua hora. O tempo transforma perguntas em respostas... E tudo que era talvez, uma dúvida, se afirma na incerteza das horas. Não o deixei, e mesmo assim foi! Sonhar sempre foi a melhor das estradas, rota de fuga! Quando acordo ater o real do irreal é sempre a pior das escolhas. O jogo começou, eu, você, ganhar e perder, ainda não entendi essa sua partida tão cruel!

domingo, 9 de setembro de 2012

Refém.


As palavras não vêm à cabeça, corro em busca de um novo caminho e tento reconhecer os sons dos meus passos. Sem saber por onde começar me pergunto, onde estou? Ou quando me perdi? Nesse exato momento presto atenção no silêncio, e a minha volta há um grande vazio. Mas tudo ganha sentido...Quando digo que não desejo sua presença, talvez seja por isso que a solidão não me deixa em paz, e já se encarregou de lavar com o sal da vida lembranças e saudades. Por um instante escuto os bons conselhos, neles me perco e às vezes me acho! Reconheço que tudo é pequeno quando pessoas verdadeiramente se entregam! Quando deixei entrar em meu mundo, não me atentei que eras um forasteiro. E que por sua vez, só queria refúgio para curar suas feridas e seria capaz de tudo, menos de se entregar para me libertar!

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Aguardente


Desejo que você não tenha medo de encarar o reflexo de seus atos, não seja bomba relógio contra o tempo! Aprenda a perceber que tudo ao seu redor, são os excessos de seus desejos intolerantes...covardia. Negue para si, mas não esqueça o que deixará atrás da porta, seus sonhos. Torpor na medida exata é, como mentir...e ser fantoche da realidade. Adiantaria um bom combate, se todas as armas não fossem impetuosas a vida.

Detentora da razão, comandante dos desejos. Qual é seu valor? Fluente a lingua, domina os estados...prazer e dor, sintomas do caso abstinência.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

João de barro


Caminhar sozinho é um grande desafio, com o tempo muitas vezes impossível. Relembrar é viver a dor no peito, tal como navio sem cais que a deriva vai. Seu leve canto fascina, suas asas me trazem a grande calmaria. Percebo paciência em seu olhar, a qual um oleiro diante torno. Feito de barro sobre augueiro, indo ao pó...aprendo a reconstruir. Sua lenda é fiel aos infiéis...cela de barro, definha sem ar. Não há culpa, quando emoção se faz a melhor razão. Eu alço meu caminho, retiro todos os excessos;exposto ao sol, com o molde de suas mãos...forma que lápida o melhor de um ser. E mesmo assim peço, João de barro, ensina-me a compreender o amor.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Prometeu



Quero acordar ao toque de uma nota, onde possa ouvir as melodias feitas da batida do meu coração, que delas no compasso se fez braços, acalanto para um corpo cansado. Onde repousas o meu bem querer, e tão mais que de repente um simples conto se fez pranto. Doce veneno me enfeitiçou, como a qual um escorpião diante de sua fragilidade. Percorre o deserto, deixando seu rastro sobre a imensidão. Aos pés casados um árduo caminho em chamas, marcas dessa trajetória dilaceram meu ser.
Sem hesitar encontrar por areias e nevoas... O que há tempos desejo viver.