quinta-feira, 24 de maio de 2012

Aquarela


O Medo é acalantado pelo compasso do coração... Perdido em seu ritmo, esquece sua alegria. A solidão abraça calorosamente a coragem. Hoje já não sei qual é a cor da dor. Aprender a ver o mundo sem sua matiz, é como perder a pura cor do amor. Que de tão transparente deixa de existir. Isso pode ser real?
Preciso entender a resposta que está dentro de mim, com suas vestes em banco e preto.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Paradoxo


Qual é a cor da voz?
Que som tem a pele?
Quais os gostos do toque?
Essas perguntas divagam sobre minha mente. Confundo os sentidos, e fico a mercê do que ainda não sinto... A sua falta! Sou a declaração obvia e aparente do que penso, quando nego o meu sentir. Busco preencher as lacunas abertas em mim, que foram propostas há tempos ao tempo..
Por que me apetece escrever? Isso conforta o complexo involuntário d’alma.
Quero a verdade errante, porque quando não for mais possível deixarei de escrever.

sábado, 19 de maio de 2012

Apoteose


Buscamos sempre definir a palavra ser, querendo ser alguém na vida de um outro ser. Na vida criamos uma linha ténue entre ser e aparecer, muitas vezes deixamos de ser para aparecer. E esquecemos quem somos.
Brincamos de ser ou não ser... No universo ser humano.
Somos heróis, em outros momentos vilões de nós mesmo. Mas quando não somos, causamos repulsa nos olhos dos outros, que buscam ser. Eu sou, frutos dos meus sonhos, capaz de ser ou simplesmente deixar de existir. Não sou Deus... Sou de carne e osso, matéria! Fruto do criacionismo ou evolucionismo? Cabe a mim essa resposta...direito de escolher!

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Nirvana.

Através da escuridão há um lugar secreto, onde habita um amor. Lá nós não temos que nos esconder, podemos sonhar a noite toda. Então, siga-me através do céu...e assista os oceanos coliderem com a força dessa paixão.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

II ato


A luz da ribalta já não ilumina o meu roto, sobre o palco apenas alguns tecidos empoeirados cobrindo o que sobrou de um espetáculo. A minha frente vejo passar uma linda estória, onde o ator assume o lugar do publico e se encanta com sua própria farsa.
 De olhos fechados escuto o som do vento ecoando no silencio, Um pequeno raio de luz atravessa a cortina, trazendo cor aos meus olhos. Primeiro toque, como vou esquecer o dia em que me encantei por ti? Ensina-me a não temer o novo, ainda tenho os mesmos calafrios, de um eterno principiante. Segundo toque, escuto os rumores das pessoas, não temo mais os seus julgamentos, mas anseio seus olhares. Terceiro e ultimo toque, ao abrir da cortina percebo que não existe melhor sensação, do que ser visto por quem verdadeiramente espera por ti.
Mas me resta uma pergunta, onde está a arte do saber amar? Talvez no palco sobre um olhar artístico... ou na platéia esperando pelos seus atos. 

domingo, 6 de maio de 2012

Cartas


Tantas foram escritas sem nenhuma resposta.
Parágrafo a parágrafo minhas palavras se transformam em emoções. A cada vírgula aplicada uma lágrima grita... a dor que dilacera minh’alma. O papel que acomodei essas linhas tortas é de seda, manchado pelo meu rubro amor.
Perdoa-me por achares ridículas todas às cartas que um dia foi endereçadas a mim.Tolo, pensei que nunca expressaria tais sentimentos através de frases tão singelas. Mas hoje estou aprendendo a reescrever poemas de amor narrados pela minha  vida, e lidas por outras.

sábado, 5 de maio de 2012

Esquinas...


Estou aqui esperando por você, continuo no mesmo lugar onde me deixaras pela ultima vez. Muitos passam por mim e esquecem quem sou realmente. Infelizes! Não se importam com minha presença.
Largado esquecido pela vida me alimento das pequenas migalhas de palavras deixadas por ti... Meu nome será que ainda lembra?
Minha história? Foi escrita por ti, e apagada pela poeira das ruas.
Minha verdade se fez mentira contada por ti, que agora ecoa pelas ruas à procura de mim.