A luz da ribalta já não
ilumina o meu roto, sobre o palco apenas alguns tecidos empoeirados cobrindo o
que sobrou de um espetáculo. A minha frente vejo passar uma linda estória, onde
o ator assume o lugar do publico e se encanta com sua própria farsa.
De olhos fechados escuto o som do vento
ecoando no silencio, Um pequeno raio de luz atravessa a cortina, trazendo cor aos meus olhos. Primeiro toque, como vou esquecer o dia em que
me encantei por ti? Ensina-me a não temer o novo, ainda tenho os mesmos
calafrios, de um eterno principiante. Segundo toque, escuto os rumores das
pessoas, não temo mais os seus julgamentos, mas anseio seus olhares. Terceiro e
ultimo toque, ao abrir da cortina percebo que não existe melhor sensação, do
que ser visto por quem verdadeiramente espera por ti.
Mas me resta uma pergunta,
onde está a arte do saber amar? Talvez no palco sobre um olhar artístico... ou na
platéia esperando pelos seus atos.